Blog do Sôr André

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sábado, 10 de março de 2012

Padre Nota 10



Padre nota 10 - Independente de sua crença

Esse Frade falou em nome de todos os cristãos.

Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas..
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada !
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas.
Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e pobres.

Frade Demetrius dos Santos Silva - São Paulo/SP

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um defeito na mulher...


UM DEFEITO NA MULHER

Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras. Um anjo apareceu e Lhe disse: "Por quê leva tanto tempo nisto?" E o Senhor respondeu: "Já viu a minha ficha de especificações para ela?" Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos." O anjo se maravilhou com as especificações. "somente duas mãos....Impossível!" e este é somente o modelo básico? É muito trabalho para um dia...Espere até amanhã para terminá-la." Isso não, protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração. Ela se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas. " O anjo se aproximou mais e tocou a mulher. "mas o Senhor a fez tão suave..." "É suave", disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem idéia do que pode agüentar ou conseguir. "Será capaz de pensar?" perguntou o anjo. Deus respondeu: "Não somente será capaz de pensar mas também que raciocinar e de negociar" O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da mulher.... "Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela..." "Isso não é nenhum vazamento... é uma lágrima" corrigindo-o o Senhor. "Para que serve a lágrima," perguntou o anjo. E Deus disse: "As lágrimas são sua maneira de expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho." Isto impressionou muito ao anjo "O Senhor é um gênio, pensou em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa" Sim é! A mulher tem forças que maravilham aos homens. Agüentam dificuldades, levam grandes cargas, mas têm felicidade, amor e alegria. Sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam pelo que crêem. Enfrentam à injustiça. Não aceitam "não" como resposta quando elas crêem que há uma solução melhor. Privam-se para que a sua família possa ter. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando seus amigos ganham prêmios. Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento. Seu coração se parte quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido. Entretanto, há um defeito na mulher: É que ela se esquece o quanto vale.

Envie esta mensagem à suas amigas para lembrá-las o quanto elas são maravilhosas... também aos homens que você conhece, porque às vezes eles necessitam ser lembrados disto
Feliz dia das mulheres!!!!

sábado, 3 de março de 2012






Qual a diferença da laranja?



Nas primeiras aulas de filosofia, costumo fazer uma pergunta aos educandos. Uma pergunta simples, mas cuja dificuldade na procura da resposta expõe um problema e uma reflexão.
A pergunta é:
- Qual a diferença da laranja?
E a primeira reação de quem ouve a pergunta é rebatê-la com outra:
- Da laranja com o quê?

Ora, com nada. Simplesmente, qual a diferença da laranja?

Basta pensar um pouco: uma laranja faz alguma diferença? Faz, no espaço que ocupa, no peso, na paisagem, no suco... Onde ela estiver, ela fará a difrença. Então a diferença da laranja é a própria laranja, a dirença que ela faz simplesmente por existir.

Mas a reação diante da pergunta incomoda. Então, só podemos perceber a diferença que alguma coisa faz se compararmos a outra coisa? Ou ainda: só percebemos a diferença que fazemos quando nos comparamos a outras pessoas?
O conto a seguir nos convida a essa reflexão:

Um dia um jovem lutador procurou um sábio que morava isolado no alto de uma montanha e expôs suas frustrações, procurando um conselho:
- Mestre, sei que sou um grande lutador. Dedico-me muito aquilo que faço e sou melhor que muitos outros que conheço. Mas quando encontro lutadores melhores que eu, comparo-me com eles e sinto-me frustrado. O que posso fazer?
O sábio apontou para dois limoeiros que podiam ser vistos pela janela e disse:
- Olhe para esses limoeiros. Um é forte, viçoso, bonito e produz muitos frutos. O outro é pequeno, raquítico, cheio de galhos secos, sem frutos... Mesmo assim, nunca vi ele queixar-se por que o outro é melhor...
O lutador pensou e concluiu:
- Claro, ele não pode se comparar...
E o sábio então disse:
- Eis a resposta que você procura... Não se compare, simplesmente faça o melhor que puder, dê o seu melhor!






A pergunta sobre qual a diferença da laranja pode ser ser voltada para você e sua existência:

- Qual a diferença de você?

Ou seja, que diferença você faz em sua casa, no seu trabalho, na sua escola, na cidade em que vive? A diferença que você faz é para melhor ou para pior? E para quantas pessoas você realmente faz a diferença?
Por isso, faça a diferença, sem comparar-se aos outros.
Faça a diferença sendo quem você é, estando onde você estiver.
Você é a diferença, sem necessidade de comparar-se aos outros.


Professor André Rech

Professor de Filosofia, Sociologia, História e Ensino Religioso

Arroio do sal / RS

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


Irmãs em Barra do Ouro...

Em julho de 1950, Barra do Ouro era distrito de Osório. O centro era menor, com poucas casas, mas a Igreja já se destacava no local mais alto e central do centro do pequeno distrito. O pároco era o Padre Matias, de origem alemã, que morava ao lado da Igreja, em uma bela casa de dois pisos. Á direita, em frente à igreja, o famoso “Império”, um salão paroquial também de dois pisos, onde a comunidade reunia-se para festas e confraternizações.

E nesta data, no frio do mês de julho de 1950, uma jovem freira, a Irmã Gabriela Arns, esteve em Barra do Ouro, acompanhada de algumas juvenistas, para fazer uma promoção vocacional. Visitou a escola Hilário Ribeiro e conversou com várias alunas sobre a vocação religiosa, dando um depoimento sobre sua vida de consagrada. E algumas jovens da comunidade manifestaram interesse em trilhar este caminho. Inclusive seis meninas comprometeram-se a irem no ano seguinte para Santo Antônio da Patrulha, onde as Irmãs Escolares de Nossa Senhora tinham seu convento.

Em 1951, apenas duas foram com a Irmã Gabriela: Maria Luiza e Luiza Perotto. Estavam começando a despertar as primeiras vocações religiosas em Barra do Ouro. E grande era a alegria dos pais cujas filhas manifestavam este desejo.

Algumas pessoas em Barra do Ouro, como João Gambim, Santo Vidor, Irineu Rech, Antônio Vidor, Cândido Perotto e tantos outros, liderados pelo Padre Matias, começaram então a articular a criação de uma comunidade das Irmãs Escolares em Barra do Ouro. Muitas professoras que vinham lecionar no distrito acabavam desistindo e as crianças ficavam sem aulas. As irmãs ficariam permanentemente na escola.

Com muita luta e união da comunidade, foi construída uma casa próxima à Igreja para servir de moradia às irmãs.

No dia 28 de fevereiro de 1959, chegava em Barra do Ouro o primeiro grupo de irmãs: Irmã Gabriela Arns, Irmã Anita Rosso (Irmãzinha), Irmã Zélia Gatelli (a primeira irmã natural de Barra do Ouro) e a postulante Adelinde. O povo esperava em frente à Igreja. Era um domingo pela manhã, e a comunidade vibrava com a chegada das religiosas. O Padre Matias tinha um enorme asperge com água benta, e começou a aspergir a escadaria da Igreja, enquanto as pessoas entravam para a Missa. Após, dirigiram-se a casa que abrigaria as irmãs, que também foi abençoada.

Na casa uma surpresa: o fogão a lenha estava com a portinha aberta, com os gravetos e a lenha prontos para que o fogo fosse aceso. Idéia do Irineu Rech. Tantas manifestações de carinho emocionaram as jovens irmãs.

No dia seguinte, primeiro de março, as irmãs apresentaram-se na escola Hilário Ribeiro para a diretora Nilce Mallmann. A escola oferecia apenas as séries iniciais, e tinha pouco mais de 80 alunos. No dia 02 de março, as irmãs Gabriela, Anita e Adelinde já assumiam como professoras na escola. A posse foi facilitada pelo governo Brizola, que valorizava a educação. A irmã Zélia cuidava da casa. A diretora, Nilce Mallmann, esposa do escrivão, já sofria a algum tempo de câncer e entregou a direção da escola para a Irmã Gabriela Arns. Em outubro de 1959, Nilce faleceria.

Com o ingresso das irmãs na escola, mais 220 alunos foram matriculados, número que cresceria cada vez mais. Quando a Irmã Gabriela foi eleita provincial da congregação, a Irmã Anita assumiu a direção da escola. Foram 17 anos em Barra do Ouro.

Irmã Gabriela é irmã de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e de Dom Paulo Evaristo Arns, que foi cardeal e arcebispo de São Paulo e um dos grandes promotores dos direitos humanos no Brasil. Inclusive, quando foi nomeado cardeal, realizou um retiro de uma semana em Barra do Ouro.

Hoje Barra do Ouro conta com a presença de duas religiosas: Irmã Flávia e Irmã Rosa. A herança das irmãs traduz-se na educação de milhares de crianças e jovens que passaram pela escola Hilário Ribeiro,e eu me incluo entre eles. Saudades das Irmãs Julieta, Ilza Capaverde (falecida), Luiza, Francisca, e tantas outras.

No dia 04 de outubro de 2009, foi feita uma linda e justa homenagem pela passagem dos 50 anos das irmãs em Barra do Ouro, com uma Missa e almoço no salão, envolvendo a comunidade e os alunos da escola. E a cada apresentação que assisto em Barra do Ouro, surpreendo-me. Nossas crianças e jovens, sempre sob a liderança da fantástica professora e diretora Leninha, deram um espetáculo. Emocionante e merecido... Irmãs Escolares de Nossa Senhora, Deus as abençoe!

André Rech

Professor de Filosofia e Sociologia