Blog do Sôr André

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Trabalhando o espírito!

 
Trabalhando o espírito! 
 " Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, 
escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente. "É para minha mãe", diz com orgulho.
O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente.
Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajuda-lo.
Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo.
 
Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar.
Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.
O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante.
Continuava seu conflito mental.
Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.
Lembrou de sua própria mãe.
Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe.
Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual.
O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.
Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada.
Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?
Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento.
Por que a demora? Qual o problema?
No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou: "Moço, está faltando alguma coisa?"
"Não", respondeu o proprietário da loja. "é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada."
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: "nem um sabonete?"
O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto.
Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.
A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe?
Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.
Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição.
Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!
Invista no amor. Ele é o mais poderoso meio de tornar as pessoas felizes.
Em qualquer circunstância, em qualquer data especial para determinadas comemorações, o mais importante não é o que se dá, mas como se dá.
Todo presente deve se revestir de sentimento e não deve haver diferenças entre homenagens a uma pessoa pobre ou a uma pessoa rica.
A expressão deve ser sempre do afeto. O que se deve dar é o coração a vibrar em amor.
O valor do presente não está no quanto ele vai aumentar o conteúdo das caixas registradoras, mas sim o quanto ele somará na contabilidade do coração"

sábado, 10 de março de 2012

Padre Nota 10



Padre nota 10 - Independente de sua crença

Esse Frade falou em nome de todos os cristãos.

Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas..
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada !
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas.
Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e pobres.

Frade Demetrius dos Santos Silva - São Paulo/SP

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um defeito na mulher...


UM DEFEITO NA MULHER

Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras. Um anjo apareceu e Lhe disse: "Por quê leva tanto tempo nisto?" E o Senhor respondeu: "Já viu a minha ficha de especificações para ela?" Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos." O anjo se maravilhou com as especificações. "somente duas mãos....Impossível!" e este é somente o modelo básico? É muito trabalho para um dia...Espere até amanhã para terminá-la." Isso não, protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração. Ela se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas. " O anjo se aproximou mais e tocou a mulher. "mas o Senhor a fez tão suave..." "É suave", disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem idéia do que pode agüentar ou conseguir. "Será capaz de pensar?" perguntou o anjo. Deus respondeu: "Não somente será capaz de pensar mas também que raciocinar e de negociar" O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da mulher.... "Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela..." "Isso não é nenhum vazamento... é uma lágrima" corrigindo-o o Senhor. "Para que serve a lágrima," perguntou o anjo. E Deus disse: "As lágrimas são sua maneira de expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho." Isto impressionou muito ao anjo "O Senhor é um gênio, pensou em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa" Sim é! A mulher tem forças que maravilham aos homens. Agüentam dificuldades, levam grandes cargas, mas têm felicidade, amor e alegria. Sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam pelo que crêem. Enfrentam à injustiça. Não aceitam "não" como resposta quando elas crêem que há uma solução melhor. Privam-se para que a sua família possa ter. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando seus amigos ganham prêmios. Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento. Seu coração se parte quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido. Entretanto, há um defeito na mulher: É que ela se esquece o quanto vale.

Envie esta mensagem à suas amigas para lembrá-las o quanto elas são maravilhosas... também aos homens que você conhece, porque às vezes eles necessitam ser lembrados disto
Feliz dia das mulheres!!!!

sábado, 3 de março de 2012






Qual a diferença da laranja?



Nas primeiras aulas de filosofia, costumo fazer uma pergunta aos educandos. Uma pergunta simples, mas cuja dificuldade na procura da resposta expõe um problema e uma reflexão.
A pergunta é:
- Qual a diferença da laranja?
E a primeira reação de quem ouve a pergunta é rebatê-la com outra:
- Da laranja com o quê?

Ora, com nada. Simplesmente, qual a diferença da laranja?

Basta pensar um pouco: uma laranja faz alguma diferença? Faz, no espaço que ocupa, no peso, na paisagem, no suco... Onde ela estiver, ela fará a difrença. Então a diferença da laranja é a própria laranja, a dirença que ela faz simplesmente por existir.

Mas a reação diante da pergunta incomoda. Então, só podemos perceber a diferença que alguma coisa faz se compararmos a outra coisa? Ou ainda: só percebemos a diferença que fazemos quando nos comparamos a outras pessoas?
O conto a seguir nos convida a essa reflexão:

Um dia um jovem lutador procurou um sábio que morava isolado no alto de uma montanha e expôs suas frustrações, procurando um conselho:
- Mestre, sei que sou um grande lutador. Dedico-me muito aquilo que faço e sou melhor que muitos outros que conheço. Mas quando encontro lutadores melhores que eu, comparo-me com eles e sinto-me frustrado. O que posso fazer?
O sábio apontou para dois limoeiros que podiam ser vistos pela janela e disse:
- Olhe para esses limoeiros. Um é forte, viçoso, bonito e produz muitos frutos. O outro é pequeno, raquítico, cheio de galhos secos, sem frutos... Mesmo assim, nunca vi ele queixar-se por que o outro é melhor...
O lutador pensou e concluiu:
- Claro, ele não pode se comparar...
E o sábio então disse:
- Eis a resposta que você procura... Não se compare, simplesmente faça o melhor que puder, dê o seu melhor!






A pergunta sobre qual a diferença da laranja pode ser ser voltada para você e sua existência:

- Qual a diferença de você?

Ou seja, que diferença você faz em sua casa, no seu trabalho, na sua escola, na cidade em que vive? A diferença que você faz é para melhor ou para pior? E para quantas pessoas você realmente faz a diferença?
Por isso, faça a diferença, sem comparar-se aos outros.
Faça a diferença sendo quem você é, estando onde você estiver.
Você é a diferença, sem necessidade de comparar-se aos outros.


Professor André Rech

Professor de Filosofia, Sociologia, História e Ensino Religioso

Arroio do sal / RS